sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Twitter e Facebook na escola?

Em vez de estudar, seu filho/aluno passa muito tempo navegando nas mídias sociais, como o Facebook e o Twitter? Com um pouco de cautela, dá para transformar essas ferramentas, tidas como inimigas dos estudos, em uma forma divertida de entender melhor os conteúdos aprendidos em sala de aula. 

Essa é a opinião do especialista em novas tecnologias Oge Marques, professor da Universidade Atlântica da Flórida. Ele esteve no Brasil para uma palestra sobre o tema em Curitiba (PR) na última sexta-feira (27).

“Por meio do Twitter, por exemplo, dá para aprofundar a discussão sobre temas da sala de aula e compartilhar vídeos, textos, fotos e outros”, diz Marques. O mesmo pode ser feito pelo Facebook. Com a ajuda da internet, a garotada tem nas mãos um jeito fácil de, sem sair de casa, interagir com professores e colegas para tirar dúvidas e adquirir materiais relativos a trabalhos, lição de casa e avaliações.

 Cuidado com as armadilhas


Só é preciso ter cuidado com as armadilhas virtuais. Por exemplo, as fontes de informações poucos confiáveis, o cyberbullying – maus-tratos ao próximo via internet – e o acesso a conteúdos impróprios. “Para isso, a solução é permitir o uso das mídias sociais num ambiente controlado”, explica Marques.

 Mas nem pense em autoritarismo e proibições. “Isso desestimula o uso benéfico das ferramentas”, aponta o especialista. O caminho é discutir o que são e para que servem sites como o Facebook e do Twitter, deixando claras que as consequências que podem trazer para a “vida real”. Em outras palavras, refletir junto com a moçada em vez de intimidar.

“Este é um desafio também para os adultos”, diz Marques. Afinal, a idade não deixa a salvo os mais velhos de caírem numa fria usando a internet. “No caso da escola, é preciso que os educadores estejam preparados para trabalhar com as mídias sociais em aula.”

 Adultos devem ser os mediadores

 Na era da informação, a função do professor não é mais somente a de apresentar conteúdos prontos. Precisa, sim, ser um mediador – alguém que ensina a melhor maneira de se obter as informações. Isso vale para os pais também. Para isso, é importante estimular a participação ativa dos alunos no processo educacional. “É uma revolução que está tomando lugar aos poucos”, acredita Marques.
 
Também é essencial levar em conta que muitos jovens nasceram na era da internet, mas nem por isso a dominam completamente. “É comum, por exemplo, que muitos não conheçam bem as opções de privacidade que existem no Facebook”, diz Marques. Portanto, um treinamento técnico prévio pode ser necessário.

FOTOS DO ENCONTRO

sábado, 20 de outubro de 2012

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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Custo anual do cibercrime no Brasil é de R$ 16 bilhões, diz estudo

O custo de crimes realizados por meio da internet no Brasil, incluindo fraude e roubo de informações bancárias usando vírus, é de cerca de R$ 16 bilhões anuais (ou 7% do prejuízo global causado pelo cibercrime), segundo um recente estudo realizado pela Norton/Symantec.

De acordo com a estimativa, o país é o terceiro mais afetado por atividade ilegal na rede, atrás de China (R$ 92 bilhões), EUA (R$ 21 bilhões) e empatado com a Índia.

No estudo, a firma de segurança ouviu 13 mil pessoas com idade entre 18 e 64 anos, de 24 países. As entrevistas foram realizadas on-line entre 16 e 30 de julho deste ano. A cifra é calculada a partir da proporção de entrevistados que foram vítimas de cibercrime nos 12 meses que antecederam a entrevista (32% do total), multiplicada pelo custo médio de um ataque no Brasil (R$ 562) e pela população on-line do país.
"Esse custo envolve danos diretos a pessoas e a empresas, como por meio de fraude e roubo. Calculamos esse valor com base no que as pessoas nos respondem", disse à Folha o americano Adam Palmer, especialista de segurança cibernética da empresa e um dos autores do estudo, chamado Norton Cybercrime Report 2012.
Palmer está no país para a divulgação oficial dos resultados, que acontece nesta quinta (4) durante um evento em São Paulo. Ele argumenta que o valor também envolve as forças policiais e órgãos governamentais envolvidos no combate à atividade virtual ilícita. "Isso pode ter um sério impacto sobre a economia de um país."
"Os números [do cibercrime no Brasil] são altos, e podem ser resultantes de uma economia que cresce, já que aumenta a adoção da tecnologia e de dispositivos móveis", diz Palmer.
Para Rafael Labaca, coordenador de educação e pesquisa para a América Latina da empresa de segurança ESET, o Brasil é o líder de alguns tipos de ataques, incluindo os bancários, justamente por exercer uma posição de liderança econômica.
 

 

A margem de erro para a amostra total é de 0,9 ponto, com intervalo de confiança (indicador estatístico de verificabilidade das informações) de 95%, diz a empresa.
ALARMANTE
75% dos brasileiros que usam a internet já foram vítimas de alguma forma de cibercrime --como cair em um golpe cujo intento era roubar informações confidenciais ou permitir a instalação de um vírus ou outra forma de código malicioso.
A média global de ocorrência de cibercrime é de 67%, enquanto os níveis mais altos são verificados na Rússia (92%), na China (84%) e na África do Sul (80%).
Quase um quarto dos entrevistados que usam redes sociais no Brasil (23%) disse que seu perfil foi invadido por uma pessoa que se fez passar por ele. Tal proporção, a mesma que a da China, é a mais alta entre todos os países contemplados pela pesquisa.
Cerca de 42% não sabem que vírus podem agir de maneira imperceptível em um computador (à par com a média global, de 40%).
RISCO MÓVEL
Donos de smartphones e tablets se importam exclusivamente com a segurança de seus aparelhos, enquanto deveriam dispensar atenção também à informação que introduzem neles, segundo Labaca.
"É essencial, por exemplo, que haja uma senha para o desbloqueio do telefone. A maioria dos usuários deixa as sessões [de e-mail e de redes sociais] abertas, o que facilita a ação de pessoas mal-intencionadas que tenham acesso ao dispositivo", diz.
A pesquisa da Norton mostra que dois terços dos usuários de internet usam redes Wi-Fi gratuitas ou sem proteção (sem criptografia) e que 24% desses acessa a conta do banco por meio de tais conexões arriscadas.
Cerca de 67% dos donos de dispositivos móveis dispensam solução de segurança, como um antivírus, para navegar.
Deve-se tomar cuidado ao instalar aplicativos no aparelho, segundo Labaca. "Em especial na Google Play [loja de apps para o sistema Android], onde os desenvolvedores têm mais liberdade, é preciso prestar atenção na confiabilidade da fonte dos programas."
ANTIVÍRUS NÃO BASTA
Usuários de laptops e de computadores de mesa parecem se preocupar mais com o seu aparelho: 83% têm antivírus instalado.
Ainda assim, segundo Labaca, a proteção não é completa. "Não é só isso que vai te salvar; o usuário precisa ter comportamento adequado, como, quando inserindo informações sensíveis, verificar se o site tem o 'cadeadinho' de certificação HTTPS [situado ao lado do endereço da página, na maioria dos navegadores]".
Fonte: Folha de São Paulo.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Uso da Internet como fonte de pesquisa

Os primeiros usos da Internet antes de sua abertura comercial se deram em ambiente acadêmico. Sendo a função da Universidade a produção e divulgação de conhecimento, é de extrema utilidade um sistema de comunicação em rede que permita o armazenamento e troca de informações. Com a abertura comercial da Internet, em meados da década de 1990, multiplicaram-se as funções e usos da rede mundial de computadores, que adquiriu finalidades comerciais, de lazer, entretenimento, educação e manteve a finalidade de pesquisa. Entretanto, com tamanhas possibilidades e facilidade de acesso, ficou mais difícil discernir o tipo de informação obtida, de identificar as fontes de credibilidade científica.

Com o desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação (TICs), pesquisadores passaram a utilizar a Internet como meio de veiculação de seus trabalhos científicos, seja em páginas pessoais, institucionais ou revistas científicas eletrônicas. A internet possibilitou a ampliação da circulação de periódicos e, portanto, a agilidade na divulgação das informações, o que, consequentemente, gerou uma acessibilidade maior à comunicação científica, fator essencial da atividade de pesquisa.

Se, por um lado, houve a otimização na circulação das informações, por outro o meio acadêmico deparou-se com novas problemáticas. A primeira delas refere-se a uma maior dificuldade em checar a credibilidade das fontes, uma vez que o sistema de comunicação em rede permite a fácil publicação, edição e veiculação de mensagens por usuários comuns em um mesmo veículo. Editar uma revista científica tornou-se mais acessível, pois os custos de manutenção de um periódico em ambiente eletrônico são bem reduzidos se comparados aos custos de impressão. A sistemática de edição, no entanto, deve ser tão rigorosa quanto o exige o meio científico. Para atestar a credibilidade dos periódicos, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (Capes) criou o sistema Qualis, que avalia periodicamente as revistas científicas em circulação.

 Artigo: O USO DA INTERNET COMO FONTE DE PESQUISA ENTRE UNIVERSITÁRIOS: UM ESTUDO DE CASO

 Autores: Amélia Cristina Ferraresi, Nelson Wellausen Dias, Moacir José dos Santos, Fabio Ricci, Pedro de Alcântara Bittencourt César, Monica Franchi Carniello

Para acessar a lista WEB qualis, clique aqui. Basta selecionar a área de conhecimento que a lista com os periodicos e a sua classificação serão geradas.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Coréia do Sul vai substituir livros didáticos por tablets, até 2015.


A Coréia do Sul investirá, nos próximos quatro anos, 2 bilhões de doláres para substituir os livros dos alunos de suas escolas por tablets. O conteúdo das obras será transferido para um servidor já existente, que poderá ser acessado tanto por computadores quanto pelas novas pranchetas.
 

Ultrapassando os limites físicos da escola, o novo sistema poderá ser utilizado pelo aluno também em casa, servindo como subsídio para as lições ou para futuras aulas que ele não possa comparecer pessoalmente.

Segundo relatório do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) divulgado ano passado, o país é a segunda nação do mundo quando se trata de estudantes com melhor desempenho nas áreas de leitura, matemática e ciência, ficando atrás apenas da China. Grande parte desse sucesso educacional se deve à reforma ocorrida no país a partir dos anos 80, quando diversas medidas foram tomadas pelo governo para melhorar a questão no país.